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Variante XQ: Como é a prevenção e tratamento da nova cepa do coronavírus?


(Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo)


A transmissão local do coronavírus XQ, variante recombinante da Ômicron, foi confirmada no Brasil na última quinta-feira, 2 de junho. Após o Ministério da Saúde registrar 25 casos isolados da doença no país, dois casos de transmissão local foram conferidos no estado de São Paulo. Atualmente há registros confirmados também no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


O médico infectologista Martoni Moura explicou ao portal Health Connections que a nova variante é uma mistura das sublinhagens BA.1.1 e BA.2. Ele falou também sobre a prevenção e possível tratamento.


"Sendo uma alteração da variante Ômicron, tem, cada vez mais, o poder adaptativo de ser mais transmissível. Mas, com o advento das vacinas, não tem tido um impacto de gravidade como o que vimos com variantes anteriores, quando não tínhamos vacinas", explicou.


Médico infectologista afirma que outras mutações da SARS-COV-2 devem surgir (Foto: Arquivo pessoal)


O especialista também garante que é possível esperar o surgimento de novas variantes de Covid-19 de tempos em tempos, assim como acontece com a gripe, por ser um vírus em circulação na população.


"Assim como outros vírus que se mantêm em circulação, como o da Influenza, ele vai sofrer mutações para se adaptar ao meio, vencer barreiras de vacinas... Mas, com a maioria da população vacinada, não terá um impacto no agravamento dos casos e nem em mortes", explica.


PREVENÇÃO Desse modo, o infectologista recomenda o cuidado redobrado com a vacinação da população como principal arma contra a variante XQ e outras.


"A recomendação atual é a caderneta de vacina em dia. Populações que têm doenças imunossupressoras precisam ficar atentas que o esquema básico de vacinação não é de duas doses, mas sim de três doses. É preciso ter atenção, avaliação e recomendação médico", declara.


Além das vacinas, o uso de máscaras, higienização das mãos, cuidados com o distanciamento social e isolamento de positivados seguem como medidas não farmacológicas eficazes de prevenção.


Vacinação contra Covid-19 segue esquemas diferentes para cada população (Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva)


TRATAMENTO Sobre o uso de medicamentos contra a Covid-19, o médico atesta que existem terapias farmacológicas com eficácia comprovada, mas que elas devem ser administradas após avaliação de um especialista.


"Temos antivirais que são eficazes e que são aprovados pela ANVISA. Seja para casos ambulatoriais, leves hospitalares ou graves hospitalares. Ainda não estão disponíveis pelo SUS, mas pacientes com convênios de saúde já utilizam. É preciso fazer um apelo público para implementar essas terapias a pessoas que dependem do sistema público de saúde, principalmente pacientes de alto risco, idosos e pessoas com comorbidades", defende o médico.

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